A falta que o “ontem” faz…

Marina e seu pai

Tenho saudades dos meus tempos de criança… Das brincadeiras de amarelinha na rua… Dos meus primos brincando (e brigando!) comigo… Das brincadeiras na chácara, a noite…

Mas poucas coisas superam as saudades que sinto do meu avô/pai. Seu assobio quando chegava em casa. O jeito como me chamava de “filhota”. As cartinhas que ele me deixava todas as manhãs em cima da mesa da cozinha. Cada momento que eu passava com ele, enquanto ele me ensinava o que era certo e o que era divertido! Saudades do cheiro dele. Da risada que ele dava quando achava alguma coisa engraçada. De como ele gostava que eu lesse o jornal pra ele. Do jeito como me abraçava. E de todo o carinho que ele me dava.

Acho que até perder meu “pai”, nunca havia perdido ninguém tão próximo a mim.

E foi aí que comecei a sentir uma dor absurda. Uma dor que eu não conseguia explicar. Não adiantava chorar. Ela não passava. E eu fui guardando essa dor comigo. Uma dor que foi se transformando em algo diferente. Foi se transformando em um sentimento. Mas um sentimento tão bonito e tão profundo… E que tempos depois, eu descobri se chamar “saudades”.

Enviado por: Marina Luccas Castro, 21 anos.
estudante de Comunicação Social – Midialogia na Unicamp.

~ por partcipantes em Junho 10, 2008.

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